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quinta-feira, 28 de abril de 2022

M de MÃE

 


... nas nossas bibliotecas...

"O Dia da Mãe foi oficialmente criado pela norte-americana Anna Jarvis, que perdeu a sua mãe em 1904. Mas a História deste dia começou muito antes, há mais de 2000 anos!
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe estão ligadas à comemoração do início da Primavera, na Grécia Antiga. Estes festejos eram em honra da Deusa Rhea, mulher de Cronos e mãe de todos os deuses desta cultura.
Por seu turno, em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cibele, a mãe dos deuses romanos. O dia dedicado a esta deusa foi criado cerca de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo da Quaresma (os 40 dias antes da Páscoa) um dia chamado "O Domingo da Mãe", dedicado a todas as mães inglesas. Nesta época, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões.
Assim, no Domingo da Mãe, os criados tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
Sabias que a primeira vez que se falou realmente num dia especial só para mães foi nos Estados Unidos em 1872?
Julia Ward Howe e algumas colegas uniram-se para lutar contra a guerra e, segundo elas, o Dia da Mãe seria um dia de paz
Só em 1904 é que a ideia começou a pôr-se em prática.
Quando a mãe morreu, Anna Jarvis começou a chamar a atenção das pessoas para a importância de um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, conseguiu celebrar o primeiro Dia da Mãe.
Nesse dia, Anna Jarvis enviou à igreja onde estava a ser feitas as comemorações 500 cravos brancos. Estas flores deviam ser usadas por todos e simbolizavam todas as coisas boas da maternidade.
Ao longo dos anos esta senhora enviou mais de 10 mil cravos para a igreja:
- encarnados para as mães ainda vivas e
- brancos para as já desaparecidas.
Sabias que ainda hoje os cravos são mundialmente considerados os símbolos da pureza, força e resistência das mães?
O objetivo deste dia é dar mais atenção à importância das mães, pensar nelas, conversar, oferecer presentes e descobrir novas maneiras de lhes dar felicidade!
Em 1911, o Dia da Mãe foi celebrado em praticamente todos os Estados Unidos da América e, em 1914, o presidente declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, celebra-se o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis.
Apesar de cada país escolher datas diferentes ao longo do ano para festejar o Dia da Mãe, o objetivo é sempre o mesmo: homenagear aquela que nos põe no mundo!
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de Dezembro. Sabias que este é o dia de Nossa Senhora da Conceição, ou seja, o dia de Nossa Senhora como mãe. Por isso foi escolhido este dia.
Atualmente, em Portugal, o Dia da Mãe é comemorado no 1º Domingo de Maio!".




domingo, 6 de maio de 2018

Prelúdio - "MÃE-NEGRA", de Alda Lara

Obra de Bill Moomey


Prelúdio
Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...


Nem buganvílias vermelhas,

nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.


Mãe-Negra tem voz de vento,

voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...


Tem voz de noite, descendo,

de mansinho, pela estrada...


Que é feito desses meninos

que gostava de embalar?...


Que é feito desses meninos 

que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...


Mãe-Negra não sabe nada...



Mas ai de quem sabe tudo,

como eu sei tudo
Mãe-Negra!...


Os teus meninos cresceram,

e esqueceram as histórias
que costumavas contar...


Muitos partiram p'ra longe,

quem sabe se hão-de voltar!...


Só tu ficaste esperando,

mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.


É a tua a voz deste vento,

desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada..
   Alda Lara
Lisboa, 1951 (Poemas, 1966)



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Para sempre...

Mãe é...

Para Sempre

Por que Deus permite 
que as mães vão-se embora? 
Mãe não tem limite, 
é tempo sem hora, 
luz que não apaga 
quando sopra o vento 
e chuva desaba, 
veludo escondido 
na pele enrugada, 
água pura, ar puro, 
puro pensamento. 
Morrer acontece 
com o que é breve e passa 
sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, 
é eternidade. 
Por que Deus se lembra 
— mistério profundo — 
de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, 
baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca, 
mãe ficará sempre 
junto de seu filho 
e ele, velho embora, 
será pequenino 
feito grão de milho. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas' 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

domingo, 6 de maio de 2012

Para sempre...MÃE!

Maternidade - Almada Negreiro

Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade