quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween - Pão por Deus


Habituámo-nos a ver, nos filmes americanos, crianças vestidas de vampiros e lobisomens a bater à porta na noite de 31 de Outubro, mas sabem que em Portugal, há muitos mais anos, se faz uma coisa muito semelhante, e exatamente na mesma altura do ano? O Halloween norte-americano é uma amálgama de tradições, quase todas de raiz europeia, sobretudo celtas. O Halloween (contração de All Hallows’ Eve – a véspera de todos os santos) é, assim, a extensão de uma tradição ancestral levada pelos europeus, sobretudo pelos irlandeses, para os Estados Unidos. 

Samhain, o pai do Halloween
Na Europa, nas regiões onde os celtas viveram, ou seja, no chamado arco Atlântico, que vai de Portugal até à Escócia, celebrava-se nesta data, o Samhain, uma passagem de ciclo. Os celtas acreditavam num ano dividido em dois, a parte do dia e do calor, por oposição à parte da noite e do frio. Esta era a altura em que se passava da primeira estação, a solar, para a segunda, a lunar. As colheitas terminavam, o escuro passava a ganhar à claridade e a chuva começava a eclipsar o sol. Sendo um tempo de transição, uma espécie de tempo-vácuo, ou tempo de ninguém, acreditava-se que os mortos voltavam à terra para visitarem os lares e levarem os vivos com eles para o mundo dos defuntos. A crença no regresso dos finados à terra representava a chegada da morte da natureza, que a partir daqui esmorecia e deixava de dar fruto. Tendo esta fé como pano de fundo, as dádivas aos mortos seriam uma tentativa de escapar a este rapto que os defuntos queriam impor aos vivos (tal como, no Halloween americano, a máscara serve para nos disfarçarmos, de fantasmas, por exemplo, para que os mortos que vêm à superfície nesse dia não nos vejam como vivos e nos levem para o seu mundo).

Pão por Deus, o “Trick or Treat” português 
Mais tarde, todas estas tradições foram cristianizadas e as dádivas aos mortos não foram exceção. E aí, em vez de um pão para os mortos, as populações passaram a pedir pão por Deus. O Pão por Deus (consoante a região pode ter outros nomes, como o pedir do bolinho ou os fiéis de Deus ou os santoros) é uma tradição antiga mas que ainda pode ser vista nos dias correntes. Acontece, normalmente, na manhã do Dia de Todos os Santos (ou seja, dia 1 de Novembro, por vezes no dia anterior, por vezes nos dois dias seguintes), quando grupos de crianças andam de porta em porta, pedindo o pão por Deus, ou seja, um pão ou um bolo ou um doce ou uma moedinha. 
A cantilena é a seguinte: 
Ó tia, dá Pão-por-Deus? 
Se o não tem Dê-lho Deus! 

e, em resposta, agradecendo a esmola: 

Esta casa cheira a broa, 
Aqui mora gente boa. Esta casa cheira a vinho, 
Aqui mora algum santinho. 

Se o pedido lhes for negado o pedido soltam uma praga ou a promessa de travessuras: 

Esta casa cheira a alho 
Aqui mora um espantalho. 
Esta casa cheira a unto, 

Halloween e as sugestões para leitura







segunda-feira, 30 de outubro de 2017

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Fomos tod@s até Timor

Assim aconteceu, através do escritor/professor Bernardino Pacheco, fomos todos até Timor!!! Alunos muito atentos... admirados com as diferenças de uma realidade distante. 
Bem haja Bernardino Pacheco, volte sempre :-)













Quem é Bernardino Pacheco?

Bernardino Pacheco nasceu em 1976 em Lousada.
É licenciado em Ensino Básico com Pós-Graduação em Desenvolvimento Curricular pela Universidade do Minho e especializado em Educação Especial: domínio cognitivo e motor.
Atualmente, desempenha funções de formador na área da Língua Portuguesa e leciona no 1.º ciclo do Ensino Básico, na área da Educação Especial.
Desde 1999, tem vindo a publicar livros de literatura infantojuvenil, área onde desenvolve projetos de investigação e formação.
“Hospital das Palavras”, “O Pai Galinha e o seu Pintainho”, “A Lua conta-me Histórias” e “Aroyo e a Galinha Evalina” são algumas obras  publicadas para os  mais novos.
A poesia tem sido também uma marco importante no seu percurso literário. É nos versos que revela muito do seu olhar emotivo sobre a vida, o amor, as paisagens e as gentes com que se vai cruzando. Os seus pensamentos poéticos estão publicados em diferentes coletâneas de poesia.
Durante três anos, leccionou em Timor-Leste no Centro de Aprendizagem e Formação Escolar do Suai, lugar onde criou grandes laços  com a vida rural dos seus habitantes. Por influência dessa vivência, os seus escritos começaram a ter como como cenários a bela ilha de Timor-Leste, um país pelo qual se apaixonou ao primeiro olhar. São conhecidos alguns poemas onde retrata a beleza desse país e também algumas histórias para crianças onde a identidade cultural de Timor-Leste está presente.
Foi o autor convidado para escrever seis histórias para o programa “Histórias para sonhar”, transmitido na RTTL (Rádio e Televisão de Timor-Leste) no âmbito de uma iniciativa da Fundação Oriente. O Programa teve seis episódios e tem como principal objectivo a divulgação da Língua Portuguesa em Timor-Leste.